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Dúvidas Freqüentes > Coluna

 

Por que quando acordo sinto dores nas costas?

O repouso é muito importante para amenizar as dores lombares, que provêm de lesões na coluna vertebral. As principais lesões ocorrem no disco intervertebral (entre as vértebras) e podem evoluir para um problema mais sério como a hérnia de disco. O motivo principal do desenvolvimento dessa lesão está relacionado com o aumento da pressão entre as estruturas vertebrais que ocorre nas pessoas rígidas, com pouca flexibilidade, nos obesos, nas pessoas tensas pela contratura muscular e por deformidades na coluna vertebral, como a cifose e a escoliose. Durante o sono, as pessoas rígidas, ao estenderem o corpo, aumentam a pressão na coluna vertebral. O mesmo também ocorre com as pessoas tensas, que têm o sono agitado.

 

Tenho problemas na coluna lombar e cervical desde a infância. Fiz vários tratamentos com remédios mas a dor não passa. O que devo fazer?

As dores na coluna vertebral podem ter muitas etiologias. Por esse motivo, deve-se fazer uma investigação cuidadosa com o objetivo de descobrir a causa da dor. A correta investigação pode nos conduzir a causas primárias congênitas ou não, que desenvolvem uma lesão sintomática futura. A mais freqüente causa de dor que se verifica no homem da nossa sociedade, é constituída pela ruptura das estruturas da coluna, mais objetivamente do disco inter-vertebral, conduzindo à perda da estabilidade do edifício da coluna. Se não houver uma medida efetiva para restabelecer esta estabilidade, seja por meio conservador (reeducação corporal através de exercícios) ou cirúrgico (técnicas de estabilização) dificilmente o problema será superado.

Como esses processos patológicos são progressivos, o indivíduo terá as dores de forma mais freqüente com aproximação entre as crises até se tornarem contínuas. O mecanismo da dor é uma linguagem que o corpo utiliza para revelar uma lesão qualquer. Através dela, conforme seu comportamento, intensidade, freqüência, local, irradiação, etc, o médico pode elaborar a hipótese diagnóstica da doença. O corpo não nasceu para sentir dores. Por isso, cada indivíduo com o diagnóstico e terapia corretos, acompanhado de uma consciência corporal, pode chegar a uma qualidade de vida que permita viver longe dos sofrimentos.

 

Fiz anestesia peridural por ocasião do parto do meu filho. Após sair do hospital comecei a sentir dores na coluna. Qual a relação entre os dois fatos?

Após o sexto mês de gravidez, a gestante costuma aumentar de peso rapidamente. Esse fenômeno ocasiona, nas pessoas sedentárias e de mau condicionamento físico, um deslocamento progressivo do eixo da coluna vertebral, podendo desenvolver uma hiperlordose dinâmica do segmento lombar. Isto ocasiona uma tensão sobre todas as curvas vertebrais.

No momento do parto, com o alívio rápido dessa condição de tensão, a coluna, voltando ao seu eixo, pode gerar lesões em suas estruturas. Essas lesões são muito comuns na coluna lombar no período de puerpério (pós-parto), ocasionando dor e dificuldade para os movimentos vertebrais. Porém, também podem acontecer durante o período gestacional e sua manifestação se faz através de dor lombar e ciática. Estes fatores ocorrem independente das anestesias que quando bem realizadas, tem mínima ou ausência de repercussões sobre a coluna vertebral. Como medida preventiva, é aconselhado a reeducação corporal através da melhoria na musculatura das costas e abdominais, aumentando a estabilidade vertebral. É importante a prática de marcha e exercícios de alongamento diário, visando uma gestação saudável e uma melhor condição de parto.

 

Operei a coluna lombar por hérnia de disco. As dores melhoraram por alguns meses após a cirurgia, porém agora voltaram com mais intensidade. O que devo fazer?

As hérnias discais lombares são protusões do disco intervertebral rompido e podem causar inflamações nas raízes nervosas desta região. As estruturas nervosas são como fios condutores de sensibilidade para a região lombar e para os membros inferiores que, uma vez inflamados, geram dores lombares (comumente chamadas de ciáticas) irradiadas para as coxas, pernas e pés.

As diversas técnicas cirúrgicas de dissectomia (retirada do disco) não garantem a supressão permanente da dor, pois a retirada simples do disco não restaura a estabilidade e firmeza do segmento da coluna. Porém, há técnicas que liberam os nervos, devolvendo a estabilidade da coluna através da artrodese (fixação dos ossos) no local onde anteriormente o disco se apresentava rompido. Com esta técnica, tem-se conseguido reabilitar para uma vida normal a maioria dos pacientes, inclusive aqueles operados previamente.

Somente com a estabilização do segmento operado é que podemos evitar os processos inflamatórios e possíveis aderências que se formam com a instabilidade da coluna, gerando movimentos anormais que comprometem a fisiologia (equilíbrio funcional) das estruturas nervosas.

 

Tenho dor lombar e o resultado dos exames acusou espondilolistese. O que é esta doença e qual seu tratamento?

A espondilolistese é uma doença que incide mais freqüentemente na coluna lombar, principalmente na quinta e quarta vértebras. Trata-se de uma falha óssea no pedículo (porção lateral do canal vertebral) semelhante a uma fratura, podendo ser aguda ou crônica, traumática (adquirida) ou congênita. Esta falha causa instabilidade na coluna vertebral com possíveis deslocamentos das vértebras. Por este motivo, a doença é causadora de dor nas costas, contraturas e dificuldades de movimentos da região lombar, além de irradiar dores nos membros inferiores, principalmente nas coxas.

A fratura do pedículo vertebral conduz a uma instabilidade e desequilíbrio nesta porção da coluna, podendo a lesão evoluir para o escorregamento de uma vértebra sobre a outra, o que é denominado de espondilolistese. No caso de escorregamento e sofrimento das raízes regionais, pode acontecer a síndrome da cauda eqüina que se manifesta por paresias ou paralisias nos membros inferiores.

O tratamento é basicamente cirúrgico que, quando bem indicado e realizado, permite ao paciente o retorno às boas condições de marcha já nos primeiros dias de pós-operatório. Dessa maneira, pode-se alcançar a completa reabilitação do paciente, inclusive para exercícios e atividades de esforços físicos.

 

Tomei muitos remédios devido às fortes dores lombares que sinto. O raio X não demonstra nenhuma lesão. Disseram que tenho que me acostumar com a dor. O que posso fazer?

A dor lombar, também denominada lombalgia, freqüentemente pode ser causada por rupturas internas no disco intervertebral ou pelo estreitamento congênito do canal raquidiano, onde se encontram as raízes nervosas condutoras de estímulo para sensibilidade e movimentos. Nestas duas doenças, de forma conjunta ou isolada, a radiologia simples tem extrema dificuldade em revelar a lesão.

As medicações analgésicas e antiinflamatórias, muitas vezes tornam-se paliativas quando os processos inflamatórios não respondem a essas medicações, pois não conseguem alcançar a causa do problema. Desta maneira, é importante uma avaliação minuciosa pelo médico para ouvir a completa história da doença e executar um exame clínico detalhado.

Como esses quadros clínicos costumam se manifestar em período de grande tensão emocional, aumentam as contraturas musculares, causando maior sofrimento aos pacientes. Com uma avaliação clínica elaborada e exames como a ressonância magnética, as queixas apresentadas poderão ser diagnosticadas e o tratamento orientado.

 

Meu filho de sete anos sente dores nas pernas e cai com alguma freqüência ao correr e caminhar. Por que isto acontece?

As dores nas pernas em crianças freqüentemente estão relacionadas ao aumento das pressões nos segmentos lombar e também no cervical quando acompanhadas de dores na cabeça, na nuca e na região frontal. Estes sintomas aparecem geralmente naquelas crianças que dormem na posição fetal e não praticam esportes. Nestes casos, pode haver perda de elasticidade em alguns grupos musculares como por exemplo os ísquios-surais, que localizam-se na posição posterior das pernas e que aumentam as trações sobre a região pélvica, acarretando maiores esforços no segmento lombar e cervical.

O surgimento dessas dores coincide com o período de crescimento rápido da criança. Sempre estão relacionadas com aquelas que não realizam exercícios físicos periódicos e que ficam muito tempo sentadas. Os video-games, computadores e televisão têm agravado a situação. Se não houver o cuidado em tempo hábil, as lesões podem evoluir para rupturas definitivas de elementos da coluna vertebral.

Através de exercícios orientados e de analgesias do ponto de dor, a recuperação pode ser completa. Assim, o desenvolvimento se realiza de forma sadia e a criança ficará livre das dores nas pernas e na cabeça. Na nossa experiência, assistimos crianças que passam por complexas investigações que poderiam ser evitadas com uma avaliação competente da coluna vertebral.

 

 

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