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Dúvidas Freqüentes > Coluna - Hérnia de Disco
O que causa a hérnia de disco? A hérnia de disco é causada por uma ruptura das fibras concêntricas do disco intervertebral. O disco suporta cargas corporais e une vértebra a vértebra. Com a ruptura, processa-se o deslocamento de seu núcleo até a extrusão do mesmo. Quando se instala a lesão do disco, desencadeia um processo inflamatório, ocasionando a dor. As causas das rupturas discais relacionam-se a traumatismos e tem como agravante causas diversas, como deformidades da coluna, rigidez corporal nos sedentários, obesidade, hipotonia e flacidez muscular. Os fatores psicológicos também contribuem para a instalação desses quadros, tais como depressão, estresse, etc. O tratamento pode ser conservador, como por exemplo repouso, bloqueio anestésico, uso de analgésicos e antiinflamatórios, calor, massoterapia e reeducação através de exercícios corporais. A cirurgia é aconselhada nos casos mais graves, garantindo o restabelecimento da resistência e estabilidade da coluna vertebral. Sendo esta uma estrutura que suporta grandes cargas, apenas a retirada da hérnia não alcança esse objetivo principal, sendo necessário a fixação dos elementos operados. As hérnias discais cervicais incidem mais freqüentemente nas pessoas estressadas e tensas. Já a dorsal é mais rara, pois nesta área a coluna tem o suporte dos arcos costais (costelas). A hérnia lombar ocorre devido ao excesso de carga que a coluna suporta.
Quais os casos em que se opera a hérnia de disco? Para se falar em cura da hérnia discal, visando a completa recuperação física do paciente, o tratamento é realizado através de métodos cirúrgicos. Isto ocorre porque a hérnia constitui uma ruptura do disco vertebral, o qual não tem capacidade regenerativa por ser avascular (sem circulação sangüínea). Para que a cirurgia reabilite o paciente, de forma que o mesmo possa voltar a todas suas atividades, é necessário que a estabilidade da coluna seja restabelecida, pois a lesão do disco conduz a uma instabilidade progressiva. Isto demonstra-se pela formação de osteofitos (bicos de papagaio). Os mesmos revelam a necessidade do organismo em fixar as vértebras entre si. No entanto, o tempo em que se desenvolve esse processo é bastante longo. Assim, a cura da hérnia discal se faz através de técnicas cirúrgicas para fixar a coluna, aumentando sua resistência. Os tratamentos cirúrgicos não estabilizadores ou mesmo os tratamentos clínicos medicamentosos e fisioterápicos, não conseguem abranger as necessidades destrutivas da coluna. São tratamentos que podem reduzir as dores mas mantém as restrições nas atividades físicas dos pacientes. Por esse motivo, as pessoas que têm hérnia discal devem evitar esforços físicos. Alguns tipos de hérnia dificilmente respondem ao tratamento clínico, como é o caso das localizadas entre a quinta vértebra lombar e a primeira sacra, as hérnias extrusas (expulsão do núcleo) e as foraminais, que são evasivas do forâmen vertebral, de onde emergem as raízes nervosas do canal vertebral. A prevenção para evitar as rupturas discais está relacionada com a manutenção de um corpo saudável, com boa resistência física conseguida através de atividades aeróbicas, bem como boa flexibilidade músculo-ligamentar.
Operei a coluna lombar por hérnia de disco. As dores melhoraram por alguns meses após a cirurgia, porém agora voltaram com mais intensidade. O que devo fazer? As hérnias discais lombares são protusões do disco intervertebral rompido e podem causar inflamações nas raízes nervosas desta região. As estruturas nervosas são como fios condutores de sensibilidade para a região lombar e para os membros inferiores que, uma vez inflamados, geram dores lombares (comumente chamadas de ciáticas) irradiadas para as coxas, pernas e pés. As diversas técnicas cirúrgicas de dissectomia (retirada do disco) não garantem a supressão permanente da dor, pois a retirada simples do disco não restaura a estabilidade e firmeza do segmento da coluna. Porém, há técnicas que liberam os nervos, devolvendo a estabilidade da coluna através da artrodese (fixação dos ossos) no local onde anteriormente o disco se apresentava rompido. Com esta técnica, tem-se conseguido reabilitar para uma vida normal a maioria dos pacientes, inclusive aqueles operados previamente. Somente com a estabilização do segmento operado é que podemos evitar os processos inflamatórios e possíveis aderências que se formam com a instabilidade da coluna, gerando movimentos anormais que comprometem a fisiologia (equilíbrio funcional) das estruturas nervosas.
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