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Sou tenista e tenho epicondilite. Esta doença tem cura?

A epicondilite é uma patologia que se manifesta com freqüência nos tenistas. Está relacionada com microtraumatismo na região do epicôndilo, localizado no cotovelo. O tenista, como desenvolve intensamente a musculatura do antebraço, é conduzido a um esforço extremo nos tendões que se fixam no epicôndilo. O tendão é uma estrutura que dá continuidade à massa muscular para fixá-lo ao osso. Por ser uma estrutura de menor elasticidade, os esforços podem acarretar a sua ruptura. Com os microtraumatismos e rupturas desses tendões, formam-se processos inflamatórios que intensificam as reações químicas dessa região e por sua vez, ocasionam maior lesão e dor.

No caso de proliferação de tecidos (sinovial das bainhas e articulação da cabeça do rádio), o processo se torna crônico, sendo curado através de métodos cirúrgicos como tenoplastia e ressecção da bainha sinovial. Antes de se estabelecer o processo crônico, o tratamento clínico baseia-se na imobilização e uso de antiinflamatórios locais e pode ser auxiliado por métodos fisioterápicos.

A prevenção está relacionada com exercícios programados diários e prévios às atividades esportivas. Também se torna de grande importância o treinamento correto para a prática específica de cada esporte. No tênis, por exemplo, o mecanismo de movimento da raquete deve ser contínuo e com um completo arco de movimento. Se houver "trava" no momento do impacto da raquete com a bola, este pode acarretar um aumento do esforço no tendão, ocasionando traumatismo, ruptura, inflamação e dor. Por isso, ele é mais freqüente nos tenistas iniciantes na fase adulta. A epicondilite ainda aparece em doenças profissionais, de pessoas que trabalham com grande exigência de esforço dos músculos do antebraço. A cura pode ser alcançada através do tratamento cirúrgico, principalmente nos pacientes que esgotaram outros recursos.

 

 

 

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